Prioridades

Eu descobri o sentido da vida este final de semana.

O. Sentido. De. Tudo.

E tudo o que eu consigo pensar é em criar mais um blog, só pra falar disso.

Elogio ao Divino

(porque todo mundo tem pelo menos um nome gay)

Não adianta, caro leitor. Eu já desisti de lutar: Ele é mesmo o assunto da semana. A postagem de hoje, entretanto, quase se encaixa naquele gênero que os nossos avós gregos (há, imagine o tamanho do vitupério se eles soubessem que este negrinho se auto-intitula neto) chamaram de elogio.


Os Seus fãs costumam dizer que ele escreve certo por linhas tortas. Estilística e esteticamente, eu confesso que gosto do ditado; por questões pragmáticas, eu prefiro empregar a forma "ninguém é tão escroto que não possa oferecer nada de bom ao mundo". Moldado a Sua imagem e semelhança, Seu povo é tão Escroto quanto; a mera permissão da continuidade de sua linha de pensamento gera um atraso de mais de mil anos nos direitos humanos e nas liberdades individuais, pelo menos. Mas hoje eu estou feliz, hoje eu dormirei mais tranquilo, porque eu sei que as linhas tortas tirarão votos do DEMO!



clique na foto para compartilhar de meus espanto e alegria

Ele está no meio de nós

O leitor mais atento já deve ter reparado -- não há problema nenhum, leitor menos atento. Eu também não repararia neste tipo de coisa; saudamo-nos!, nós que estamos entre os desligados --, mas se não reparou, dedo-me agora: eu coloquei um serviço de Adsense neste espaço.

Não é necessário se preocupar, cara leitora, pois eu juro solenemente que não colocarei os interesses do capital a frente dos nossos interesses, a saber: o meu é reclamar, falar palavrão e desopilar o fígado; o vosso, passar alguns minutos agradáveis lendo minhas reclamações e demais bobagens. A leitora deve-se lembrar, entretanto, que estes são tempos difíceis, e portanto me perdoar por tentar descolar algum.

Aliás, se a leitora tem um gosto pela doce vingança, pode levantar os cantos do lábio. Porque embora ainda não tenha me rendido sequer um putinho, já me cedeu material para reclamação, logo, material para vossa leitura. Enfim, caros leitores, contemplem a ofensa:


Eita porra!

Sim, meus leitores! Deus é um viado, e um viado à espreita. Ingênuo sou eu, que achei que poderia escrever tudo o que escrevo sobre ele e sair impune, garboso e faceiro. De uma cajadada só, o Senhor derrubou quatro ou cinco coelhos. Primeiro, maculou este lugar com Sua presença, coisa que eu consegui passar seis meses sem fazer. Segundo e terceiro, tirou um sarro de vocês, meus leitores, e ofendeu a mim, vosso escritor. Quarto, nenhum dos meus leitores clicará neste tipo de propaganda, e eu continuarei sem um puto. E cinco, Vossa Onisciência está consciente do fato de eu não saber ficar quieto, de eu não conseguir me controlar, e aqui estou eu, reclamando e usando Seu nome em vão, o que vai fazer com que aumente Sua presença entre as palavras-chave e BUM! Prevejo uma invasão de mais propagandas assim durante a próxima semana.

Misericordioso é o caralho, falaí?


Update


Contribuição dos leitores:


Clique na foto para fazer sentido

A frase a seguir é falsa. A frase anterior é verdadeira.

Não há nada mais mentiroso que aquela frase de efeito que diz que a verdade vos libertará, caros leitores. A única verdade que presta mesmo é essa que eu lhes revalerei agora: só a mentira liberta. A verdade? Não, a verdade exige compromisso, a verdade dá esperança, a verdade amaldiçoa quem a profere. Uma vez que você deixa de omitir, uma vez que você não modifica um fato, uma vez que você não aumenta um ponto, pronto! Experimente, leitora, e você ficará marcada para todo o sempre. Esperar-se-á de você nada mais que a verdade, somente a verdade, com a ajuda de Deus. Convenhamos, é muita responsabilidade e péssima companhia.

É sabido por nós que a verdade fere, magoa, afasta. Ainda assim, nos fizeram acreditar que ela é mais nobre e mais importante, que só com a verdade é que se pode chegar ao pleno viver. Lorota! A verdade é anti-prática; requer muito mais esforço que a mentira, e nem chega perto de oferecer os mesmos resultados. E para quê? Só para aquela soberba de se sentir mais honesto, mais humilde, menos pecador, mais correto. Não, a verdade é a mãe de todos os pecados. E a mentira? A mentira é protetora e acolhedora! Ela impede que os amores acabem e que os amantes se machuquem. Aproxima os amigos e protege as amizades nas horas negras. Ora, porque usar um "não quero te ver agora" quando um "tenho que fazer um negócio" cabe igualmente e é muito menos danoso?

Nós mentimos por prazer, nós apreciamos a mentira pelo deleite estético! As artes? A pintura, a literatura, a escultura, a música... todas as grandes artes, e até o cinema, são desdobramentos da primeira arte, a mentira. Algumas querem enganar mais alguns sentidos que outros, fato, mas a mentira só quer saber da beleza da vida! Tomemos o exemplo da música, leitores! Que é a música senão a arte de mentir os ruídos em notas em ritmos? De transformar o incômodo em aprazível? A verdade, essa maldição, só quer fazer enfeiar.

Ela tem a pretensão de revelar a realidade. Quem precisa disso quando se tem o poder de moldar a realidade? Pense bem, minha douta leitora. Isso a que chamamos realidade é nada mais que a categorização lingüística da nossa percepção, não concorda? Se o mecanismo de categorização muda, muda a realidade -- nem o arco-íris está salvo: ele pode ter sete, seis, duas cores! Por isso Deus abomina a mentira, ela é o meio pelo qual nós utilizamos os dons dos quais Ele prentendia ser único dono -- criar e modificar realidades.

Então mintamos uns aos outros, leitores! Olhemos-nos uns nos olhos dos outros e mintamos, sabendo que o fazemos com cumplicidade e amor. A verdade? Reservaremos aos nossos inimigos!

Abaixo a verdade!

Da ofensa

Você, leitor fiel que acompanha meu blog há tempos, provavelmente reparou que eu não venho escrevendo muito por aqui. Afinal de contas, se você é meu leitor mesmo, provavelmente nós já conversamos sobre isso, porque vamos encarar a realidade: só quem me conhece e fala comigo no msn deve passar por aqui, uma vez que divulgação nunca foi o meu forte. Mas divago, este não é o assunto do post de hoje -- que pode ser o post de hoje, da semana, do mês, e até, do trimestre, a depender da falta de inspiração que me acomete; não repare, ainda divago.

Para chegar ao assunto desta postagem, devo dizer que eu ando enfastiado de internet, principalmente no que tange à interação online depender da minha argumentação. E devo dizer que tudo isso é culpa da terra prometido dos idiotas, energúmenos e analfabetos funcionais, aquele sítio da desgraça cujo nome nós conhecemos por Orkut. O leitor malandro, que já dominou o meu estilo, provavelmente já entendeu que argumentação e idiota de Orkut são termos excludentes, e mais provavelmente nem terminará de ler este parágrafo, porque sabe que eu aconselharei a quem já entendeu o que se passa pular o próximo parágrafo, onde eu explico melhor a situação para quem não está a par dela. Pois bem, é isso mesmo.

Enfim, leitor tolo e esperançoso de encontrar informação relevante neste parágrafo, parece impossível -- eu mesmo nunca havia pensado nesta possibilidade até tempos recentes --, mas é necessário um certo grau de inteligência, perspicácia, experiência, repertório, ou simancol para perceber que um argumento acachapante destruiu sua linha de argumentação e as suas únicas opções são deitar com os quatro membros para cima, oferecendo seu pescoço desprotegido, enquanto esganiça um choro de perdão; ou cometer harakiri. Pois bem, meu leitor. Se você, como eu, adentrou no orkut em seus primórdios, sabe que a interação baseada na escrita simplesmente filtrava o pessoal que não considera esta ferramenta exatamente uma utilidade. Os poucos infelizes que passavam pelo filtro da escrita simplesmente se tornavam figuras folclóricas conhecidas em um ou mais círculos sociais virtuais, e geralmente eram tolerados até a hora que a graça de seu pobre desempenho se esvaía pela repetição das ogrices, quando então o dono (ainda não havia mediadores) excluía o indivíduo da comunidade.

Perdão, meu leitor malandro, o parágrafo anterior não saiu exatamente como eu planejei. É aconselhável que você pule este também. Pois bem, o que acontece, de uns tempos pra cá, é que a interação baseada na escrita não funciona mais como filtro. Um número muito grande de analfabetos funcionais invadiu as comunidades em que eu me divertia exercitando minha capacidade de argumentação em embates retóricos desnecessários e infinitos, e expulsou os membros que se divertiam com essas futilidades como estilo ou sentido. De uma hora para a outra, o insight, a perspicácia, a lábia, a ironia perderam sua força tal qual fosse impossível queimar alguém que não soubesse o que é o fogo. A repetição de um trecho seguida de um número entre colchetes, o vomitório de adjetivos, o senso comum, a auto-afirmação mascarada de indiferença, tudo isso ganhou força pela única vantagem que os idiotas têm e sempre terão sobre nós: a vantagem numérica.

E onde eu quero chegar?, perguntam-se leitor experiente e leitor ingênuo, ambos impacientes -- e com razão, eu diria. Ora, que isto é muito mais ofensivo que "seu lugar é chupando pica suja de traveco". É muita energia gasta organizando o seu texto, escolhendo o vocabulário para o tornar aprazível, são insights criativos que poucos teriam, o texto opositor é tão obviamente cheio de falhas que é por demais ofensivo o uso de qualquer um dos artifícios citados acima. Se tal empenho não merece a vitória numa contenda, merece ao menos que seja derrotado por esforço e ou criatividade pares aos empregados. Portanto, leitor, é mais que compreensível -- além, mais que aconselhável: é imprescindível que você responda com uma ofensa de sua preferência a tal disparate.

Não só pelo dever moral, mas principalmente porque é a única coisa que o interlocutor estapafúrdio -- não se enganem, logo ele será o medíocre da internet, e não nós (para onde nossos ídolos correrão?) -- chega perto de entender. Aliás, infelizmente é preciso dar esta dica: sim, até na ofensa, você precisa tomar o cuidado de o dar a chance de perceber que seu texto é ofensivo. Se você, como eu, leitor, por vezes se esforça para que até a sua escrita superior seja uma ofensa, muito cuidado. Mais vale adicionar um "e, portanto, eu comi aquela velha gorda da sua mãe", para ter certeza de que o objetivo será atingido com sucesso. A graça disso? Você verá os seus debatedores falharem tanto em construir frases tão espertas quanto as suas, quanto em realmente lhe ofenderem.

Mas ajuda ter o botão banir membro a seu favor, pra quando você enjoar.

Teologia

Se não fosse o porco para comermos, não teria Deus colocado bacon nele.

Raiva

Cuidado com os links em que vocês clicam, porra. Eu não agüento mais scrap pedindo pra votar em capa de não sei o que, scrap falando da comunidade do orkuti (é, o link contaminado tá escrito errado, prestatenção, caralho), enfim, esse monte de vírus que vocês me mandam. Então pára de clicar em qualquer porra que te peçam, passa um anti-vírus nessa sua merda de computador, ou, se você não for fazer nada disso, tenha a bondade de apagar os lixos que você me manda ou me deletar da sua lista, já que a gente nem tem se falado mesmo. Grato.