No começo do ano eu havia confessado algo que poderia ser estranho ao meu leitor, dada a minha escrita envolvente e minha sagacidade aguda. A confissão que faço agora, entretanto, não deve ser surpresa a nenhuma das minhas leitoras: eu sou muito nerd. Mas só esta semana eu tive pista do tamanho real da nerdice, e é tanta que merece repetição com caixa alta de caps lock, negrito e cor diferenciada: MUITO nerd. Como este também, embora mal-e-má, se pretende um espaço de utilidade pública, posto a seguir um guia rápido para a leitora descobrir se o nível de nerdice do seu namorado periga atingir níveis preocupantes:
a) Assim como quem não quer nada, sugira que ele baixe um jogo hentai das antigas, como Cobra Mission ou True Love. Bom, se ele souber o que é hentai, há alguma chance dele ser nerd (e de ter a palma da mão cabeluda, como diria o populacho). Ele vai baixar e descobrir que, nesses jogos antigos, você precisa realmente jogar antes de ver alguma putaria. Se ele continuar jogando pra chegar até as cenas eróticas, então ele é nerd, porque vamos combinar: todo esse trabalho quando nós sabemos para que realmente serve a grande rede? ("Se tirássemos toda a pornografia da internet restaria um único site, e o endereço seria bringbacktheporn.com", Dr. Perry Cox) Agora, se ele continuar jogando, e fizer comentários sobre como o sistema de jogo é interessante, como a inteligência artificial funciona, como os gráficos são bons para um jogo de 95, enfim, se ele se interessar por qualquer outra coisa diversa do real motivo do jogo existir, então ele é muito nerd.
b) Mostre para ele o vídeo do moço que hackeou a ROM de Chrono Trigger para pedir a namorada em casamento:
(tipo este)
Se ele sabe o que é ROM, ou Chrono Trigger, ou que é possível hackear ROMs; sabe o que são sprites, e que prováveis sprites e programas ele usou pra montar aquela fase extra, então ele é nerd. Se em vez dos ous, a frase com e se encaixa na descrição dele, ele é muito nerd, e você nem precisa cumprir a última parte do teste. Se você não acredita em mim, leitora, vá em frente e termine, agindo mesmo contra o fato de eu nunca lhe ter dado conselho ruim. Enfim, mostre o vídeo para ele, e se a reação for emoção pelo ato romântico, pois bem, ele é nerd. Se a reação for emoção porque o midi é realmente bonito, meu deus, Chrono Trigger realmente tinha uma trilha fantásica. Eu avisei, muito nerd.
c) Faça-o ouvir as seguintes duas versões de One Winged Angel: original e orquestrada. (você as pode encontrar aqui durante os próximos trinta dias). Se ele murmurar alguma(s) da(s) seguinte(s) opções: Sephiroth (pode ser que ele pronuncie sefirós ou sefiróti), último chefe, super nova, knights of the round, Nobuo Uematsu... pode anotar, ele é nerd. Se ele disser que gosta mais da original, seja lá qual o motivo, MUITO nerd, para além de qualquer reparação.
Desnecesário dizer que caso você aplique o teste e ele nem saiba do que se trata nada de nenhum dos assuntos, ele não é nerd. A má notícia é que provavelmente você está namorando uma anta, cara leitora, mas os filhos-de-puta-burros são assunto para outras postagens. Esta é dedicada àquelas sofredoras cujo namorado recebeu o carimbo nerd com louvor e honras, classificado como muito nerd em a, b e c. Chore, minha cara confidente, chore que você precisa, embora seja um choro inútil. Nem o se o seu choro cobrisse os vinte e cinco por cento de terra seca que nos são reservados, e avançasse para cobrir os oceanos; nem isso seria capaz de curar a nerdice do seu parceiro. Sim, ele atingiu aquele estado crítico em que tudo o que acontece ao redor é automaticamente traduzido em dados e planilhas de Vampiro: A Máscara. (porque d20 e GURPS são bons, mas Storyteller é o que dá melhor conta de ações sociais)
Neste caso, só há um algo a se fazer: por favor, peça para ele entrar em contato comigo, porque eu me afastarei do meu grupo de RPG durante os próximo meses, e seria uma pena que uma campanha tão boa terminasse antes do fim por causa de falta de jogadores. (E é bom que ele saiba mestrar, porque nós temos um sistema de revezamento)
Informe
Caros leitores,
Venho por meio desta informar que o windows messenger (sem live) é um filho de uma quenga, e merece passar a eternidade chupando rola suja de traveco.
Grato pela vossa atenção, sempre seu
Emil.
Venho por meio desta informar que o windows messenger (sem live) é um filho de uma quenga, e merece passar a eternidade chupando rola suja de traveco.
Grato pela vossa atenção, sempre seu
Emil.
Como lidar com imbecis -- algumas dicas úteis
Hoje, cara leitora, voltamos à programação regular deste blog: reciclar bobagens que eu escrevi por aí enquanto brigava com um zé mané qualquer. Pois é justamente essa a vantagem de se ter um blog: os zé manés quaisquer podem não captar o meu delicioso estilo, mas com o meu seletíssimo público raramente o dispêndio de energia é inútil. Segue, então, uma mui bem elaborada e utilíssima lista de conselhos para aqueles que almejam, um dia, dominar a arte de ofender em tantos níveis da linguagem quanto a escrita internética oferece:
Por vezes muito mais vezes do que gostaria, neste mundão velho sem porteira que é a internet, você esbarrará com acéfalos desocupados. O botão "apagar" estará sempra a sua disposição, mas às vezes o energúmeno em questão simplesmente não parará de spammear sua página. Ora, é muito simples: justamente para isso existe o botão ignorar. Entretanto, mais vale não usar o botão, e deixar claro que isto seria um favor, um ato de bondade, algo que o pouparia de um pouco de humilhação. Não, deixe-o saber que sua página continua aberta, e que você está esperando a resposta.
Deixe claro também que não importa o quão ridículas são as coisas que vocês faz. Aliás, vale aqui o uso da fórmula "para esta discussão, admitiremos que tudo o que eu faço é ridículo". É um excelente recurso para acabar com a mínima importância que o infeliz se dê. Ver alguém que, por exemplo, considera blogs perda de tempo, caçar blogs, descobrir seus donos, ir até o orkut e sujar suas páginas de scrap está tantos níveis abaixo da perda de tempo simples e regular que nenhuma língua no mundo -- acredito eu -- tem palavra para classificar tamanho emprego de energia em tão inútil contenda. Ainda podemos, entretanto, definir a condição de quem executa a façanha, e eu gosto muito do termo "cropocefalia crônica".
Enfim, após um texto relativamente longo -- para os padrões do orkut, claro -- que tem como função mostrar que o alvo nunca escreverá tão bem quanto você e servir de base para sua lista de impropérios (que também podem reunir as funções de humilhar, ofender e obrigar tais megatérios a consultarem a wikipedia), faça-o entender que, para ele, é impossível acompanhar o seu texto, e portanto, num ato de piedade, você deixará uma imagem, um desenho, pra que ele realmente possa entender, sem ter que fazer força, o quanto todos nós nos importamos com a opinião dele:
Por vezes muito mais vezes do que gostaria, neste mundão velho sem porteira que é a internet, você esbarrará com acéfalos desocupados. O botão "apagar" estará sempra a sua disposição, mas às vezes o energúmeno em questão simplesmente não parará de spammear sua página. Ora, é muito simples: justamente para isso existe o botão ignorar. Entretanto, mais vale não usar o botão, e deixar claro que isto seria um favor, um ato de bondade, algo que o pouparia de um pouco de humilhação. Não, deixe-o saber que sua página continua aberta, e que você está esperando a resposta.
Deixe claro também que não importa o quão ridículas são as coisas que vocês faz. Aliás, vale aqui o uso da fórmula "para esta discussão, admitiremos que tudo o que eu faço é ridículo". É um excelente recurso para acabar com a mínima importância que o infeliz se dê. Ver alguém que, por exemplo, considera blogs perda de tempo, caçar blogs, descobrir seus donos, ir até o orkut e sujar suas páginas de scrap está tantos níveis abaixo da perda de tempo simples e regular que nenhuma língua no mundo -- acredito eu -- tem palavra para classificar tamanho emprego de energia em tão inútil contenda. Ainda podemos, entretanto, definir a condição de quem executa a façanha, e eu gosto muito do termo "cropocefalia crônica".
Enfim, após um texto relativamente longo -- para os padrões do orkut, claro -- que tem como função mostrar que o alvo nunca escreverá tão bem quanto você e servir de base para sua lista de impropérios (que também podem reunir as funções de humilhar, ofender e obrigar tais megatérios a consultarem a wikipedia), faça-o entender que, para ele, é impossível acompanhar o seu texto, e portanto, num ato de piedade, você deixará uma imagem, um desenho, pra que ele realmente possa entender, sem ter que fazer força, o quanto todos nós nos importamos com a opinião dele:
Do interesse amoroso
Ai, ai... discutia eu esta semana sobre a possibilidade/impossibilidade da amizade entre pessoas que têm interesse romântico uma pela outra e por qualquer motivo não podem chegar às vias de fato. Devo confessar que muito recentemente eu mudei minha opinião sobre o assunto, e para que a leitora que me conhece há pouco tempo entenda o porquê, faz-se necessário que eu recue um pouco no tempo (ah, a escrita! Os físicos gastam suas vidas pensando nos paradoxos gerados pela viagem temporal, sonham com a possibilidade de um dia, ah, talvez um dia... mal sabem eles que ela já exista há sete mil anos, e atende pelo nome de escrita... mas divago) e conte que e como nem sempre fui esta combinação quase irrestível de charme e sensualidade (e sim, naqueles tempos eu ainda achava que modéstia era virtude; muita coisa mudou desde então, e eu só tenho a agradecer -- a mim mesmo, que me fiz abrir os olhos). Enfim, ao leitor que me conhece desde os tempos em que podíamos nos chamarmos mutuamente de ouvintes, e éramos leitores principalmente de Claremont, McFarlane, Bagley e Serpieri (deste, inconfessos) é aconselhável que pule o próximo parágrafo, salvo tenha nas papas gustativas aquela vontade de nostalgia.
Bom, cara leitora, como eu já lha permiti entrever acima, durante minha adolescência eu fui terrivelmente nerd. Se agora escrevo de maneira tão aprazível, é porque pratico desde então, no mínimo. Sem contar os finais de semana gastos nas mais diversas leituras, fosse alta literatura, fosse a nobre e subestimada arte dos quadrinhos, fosse mesmo revistas dessas que figuram nos consultórios de oftalmologistas. Além, jogador experientíssimo de diversos RPGs e Magic, The Gathering™ (ah, Miragem é que era edição de verdade), aluno terrivelmente aplicado, desses que levantam a mão pra perguntar durante a aula e pedem mais informação sobre o assunto ao final dela. E monitor voluntário do laboratório de biologia pelo simples gosto e prazer. Imagine a leitora que nada disso eu fazia escondido; nem sequer tentava disfarçar. Quantos garotos assim nerd você pegou durante a sua adolescência, cara leitora? Nenhum, é claro. Nossa única esperança era ter um cabelo legal -- cento e treze tranças não é pra qualquer um -- e nas férias viajar para onde nossa fama ainda não nos houvesse alcançado. Enfim, o que eu quero dizer é que durante o Ensino Médio, é impossível usar os miolos para compensar as canelas finas.
Então não era de se espantar que durante essa época eu achasse completamente possível haver amizade entre pessoas que se sentissem atraídas, exatamente porque, e a leitora já deve ter feito as contas, era o máximo que eu podia arranjar. Na tentativa desesperada de não perder inclusive a companhia do objeto de desejo, qual era o modus operandi? Dizer sim ao "nós podemos ser só amigos", passar super bonder no canal lacrimal, fingir que não doía nem um pouco, meter o sorriso na cara e ficar com aquele prazer masoquista de saber que a gente é forte o bastante pra se doer sim e não deixar ninguém perceber (o que é mentira, aliás. Todo mundo percebe, só não comentam contigo).
Enfim, meus dezessete anos acabaram. De repente, nerd is the new tesão, e aí? Bom, tudo o que você, leitor que era nerd -- e continua nerd, mas agora pega geral --, tem que imaginar que são duas pessoas na situação descrita acima, e você lembra como era, não lembra? Se o seu objeto de devoção mandasse, você obedecia, não é? Tudo porque lá no fundo você tinha a esperança de ouvir "Ok, você passou em todos os testes. Abaixe as calças agora". E você sabe que você abaixaria. Bom, imagine assim duas pessoas desesperadas por migalhas de atenção, caçando todas as migalhas que caem, e deixando escapar nas entrelinhas "eu sou seu, por favor, faça o que quiser comigo". Dá merda e morre gente, comandante. Como eu já disse por aí:
Começa com só vou sair junto, vai ter mó galera, não pega nada. E como não pega nada, mas a gente não conversou o suficiente, tudo bem, saímos só nós dois, a gente sabe que não pega nada. E daí, como a gente sabe que não pega nada, ué, passa a se encontrar mesmo em casa, se não pegou nada na rua, em casa também não pega nada. E assistir um filme juntinho, de mãos dadas, pô, eu faço com todas as minhas amigas, não pega nada. Bom, eu não beijo todas as minhas amigas na boca, mas foi só um beijinho, beijinho não pega nada, se ninguém ficar sabendo nem é traição. Transar no sofá é a mesma coisa. E daí que foram duas vezes seguidas? No mesmo dia? Conta como um erro só, né? Seria muito pior se fosse um final de semana todo, se esforçando pra conspuscar todos os cômodos da casa, e quem sabe um ou dois lugares públicos. Por isso eu vou viajar esse final de semana e não chamar ninguém, eu preciso ficar sozinho. O telefone? Imagine, eu ligo pra todas as minhas amigas só pra dar oi, pega nada.
Bom, cara leitora, como eu já lha permiti entrever acima, durante minha adolescência eu fui terrivelmente nerd. Se agora escrevo de maneira tão aprazível, é porque pratico desde então, no mínimo. Sem contar os finais de semana gastos nas mais diversas leituras, fosse alta literatura, fosse a nobre e subestimada arte dos quadrinhos, fosse mesmo revistas dessas que figuram nos consultórios de oftalmologistas. Além, jogador experientíssimo de diversos RPGs e Magic, The Gathering™ (ah, Miragem é que era edição de verdade), aluno terrivelmente aplicado, desses que levantam a mão pra perguntar durante a aula e pedem mais informação sobre o assunto ao final dela. E monitor voluntário do laboratório de biologia pelo simples gosto e prazer. Imagine a leitora que nada disso eu fazia escondido; nem sequer tentava disfarçar. Quantos garotos assim nerd você pegou durante a sua adolescência, cara leitora? Nenhum, é claro. Nossa única esperança era ter um cabelo legal -- cento e treze tranças não é pra qualquer um -- e nas férias viajar para onde nossa fama ainda não nos houvesse alcançado. Enfim, o que eu quero dizer é que durante o Ensino Médio, é impossível usar os miolos para compensar as canelas finas.
Então não era de se espantar que durante essa época eu achasse completamente possível haver amizade entre pessoas que se sentissem atraídas, exatamente porque, e a leitora já deve ter feito as contas, era o máximo que eu podia arranjar. Na tentativa desesperada de não perder inclusive a companhia do objeto de desejo, qual era o modus operandi? Dizer sim ao "nós podemos ser só amigos", passar super bonder no canal lacrimal, fingir que não doía nem um pouco, meter o sorriso na cara e ficar com aquele prazer masoquista de saber que a gente é forte o bastante pra se doer sim e não deixar ninguém perceber (o que é mentira, aliás. Todo mundo percebe, só não comentam contigo).
Enfim, meus dezessete anos acabaram. De repente, nerd is the new tesão, e aí? Bom, tudo o que você, leitor que era nerd -- e continua nerd, mas agora pega geral --, tem que imaginar que são duas pessoas na situação descrita acima, e você lembra como era, não lembra? Se o seu objeto de devoção mandasse, você obedecia, não é? Tudo porque lá no fundo você tinha a esperança de ouvir "Ok, você passou em todos os testes. Abaixe as calças agora". E você sabe que você abaixaria. Bom, imagine assim duas pessoas desesperadas por migalhas de atenção, caçando todas as migalhas que caem, e deixando escapar nas entrelinhas "eu sou seu, por favor, faça o que quiser comigo". Dá merda e morre gente, comandante. Como eu já disse por aí:
Começa com só vou sair junto, vai ter mó galera, não pega nada. E como não pega nada, mas a gente não conversou o suficiente, tudo bem, saímos só nós dois, a gente sabe que não pega nada. E daí, como a gente sabe que não pega nada, ué, passa a se encontrar mesmo em casa, se não pegou nada na rua, em casa também não pega nada. E assistir um filme juntinho, de mãos dadas, pô, eu faço com todas as minhas amigas, não pega nada. Bom, eu não beijo todas as minhas amigas na boca, mas foi só um beijinho, beijinho não pega nada, se ninguém ficar sabendo nem é traição. Transar no sofá é a mesma coisa. E daí que foram duas vezes seguidas? No mesmo dia? Conta como um erro só, né? Seria muito pior se fosse um final de semana todo, se esforçando pra conspuscar todos os cômodos da casa, e quem sabe um ou dois lugares públicos. Por isso eu vou viajar esse final de semana e não chamar ninguém, eu preciso ficar sozinho. O telefone? Imagine, eu ligo pra todas as minhas amigas só pra dar oi, pega nada.
E agora, um pouco de misoginia
Seria aconselhável à leitora deixar a postagem de hoje para lá. Nem se aperceber dela, esperar logo a de depois de amanhã; ou entender que esta não é uma entrada pessoal, é só um desabafo, desses que nós leitoros e escritoros fazemos nas mesas dos botecos sujos que freqüentamos; ou, no máximo, faz parte do meu objetivo de ofender o máximo de pessoas possível, e portanto, é tudo muito genérico e jocoso. Mas uma vez que eu fiz todos os avisos e pedi todas as desculpas, nós sabemos muito bem que as leitoras lerão avidamente até o final, e se amontoarão para deixar comentários furibundos.
Enfim, esta semana eu fiquei sabendo da estória de um amigo (eu sei, deveria ter um link pro blog dele, mas não me culpem, o desgraçado é um deletador profissional de blogs. E não, eu nunca vou te perdoar pelo jamaican water) que, para agradar a namorada, acompanhou-a ao videokê. Você, meu caro leitor, já deve ter feito algo do gênero. Você não gosta do lugar, não gosta do que acontece lá, sabe que não vai se divertir, mas leva a namorada, porque não custa nada fazer um agrado, porque a felicidade dela é mais importante do que tudo, porque... tá bom, parei de zoar. Porque existe a possibilidade de na volta ela o recompensar com um boquete cuidadosa e longamente executado. Sim, minha ingênua leitora que nem deveria estar lendo isso. É só por isso que seu namorado aceita tudo que você propõe: é esta pequena esperança que move a todos nós. Não houvesse, não faríamos nem trinta por cento dos passeios propostos. Agora que a senhora já sabe, por favor aumente o número de recompensa pra muito mais que os míseros três por cento padrão.
Bom, como é de praxe neste tipo de evento, não pode o herói do nosso causo se esquivar de cantar. Já que o estupro era inevitável, ele resolveu que o melhor era gozar, e após um longo exame da lista de possibilidades, encontrou uma canção do Elvis entre as opções. E cantou bem, cantou sem má vontade, e todas as tiazonas do videokê gostaram e aplaudiram. O nosso herói pode se sentar, e esperar para colher os da vitória. Enquanto estava no seu, agora, trono, as recém conquistadas súditas passavam, elogiavam, pediam mais Elvis (aparentemente, ninguém canta as músicas dele nos videokês da vida).
Qual foi a recompensa do garboso cantor? Uma bronca, uma terrível bronca. Afinal, ele não queria ter ido, ele não gostava e não gosta de videoke, o sucesso arrebatador foi claramente uma artimanha para estragar a noite agradável que a nossa heroína passaria.
E isso tudo me faz lembrar das palavras do poeta: Para nós, homens, é impossível ganhar uma discussão quando nós discutimos com nossas mulheres. Nós temos uma necessidade -- e como é toda necessidade, uma fraqueza -- que elas não têm. Nós temos a necessidade de fazer sentido.
Enfim, esta semana eu fiquei sabendo da estória de um amigo (eu sei, deveria ter um link pro blog dele, mas não me culpem, o desgraçado é um deletador profissional de blogs. E não, eu nunca vou te perdoar pelo jamaican water) que, para agradar a namorada, acompanhou-a ao videokê. Você, meu caro leitor, já deve ter feito algo do gênero. Você não gosta do lugar, não gosta do que acontece lá, sabe que não vai se divertir, mas leva a namorada, porque não custa nada fazer um agrado, porque a felicidade dela é mais importante do que tudo, porque... tá bom, parei de zoar. Porque existe a possibilidade de na volta ela o recompensar com um boquete cuidadosa e longamente executado. Sim, minha ingênua leitora que nem deveria estar lendo isso. É só por isso que seu namorado aceita tudo que você propõe: é esta pequena esperança que move a todos nós. Não houvesse, não faríamos nem trinta por cento dos passeios propostos. Agora que a senhora já sabe, por favor aumente o número de recompensa pra muito mais que os míseros três por cento padrão.
Bom, como é de praxe neste tipo de evento, não pode o herói do nosso causo se esquivar de cantar. Já que o estupro era inevitável, ele resolveu que o melhor era gozar, e após um longo exame da lista de possibilidades, encontrou uma canção do Elvis entre as opções. E cantou bem, cantou sem má vontade, e todas as tiazonas do videokê gostaram e aplaudiram. O nosso herói pode se sentar, e esperar para colher os da vitória. Enquanto estava no seu, agora, trono, as recém conquistadas súditas passavam, elogiavam, pediam mais Elvis (aparentemente, ninguém canta as músicas dele nos videokês da vida).
Qual foi a recompensa do garboso cantor? Uma bronca, uma terrível bronca. Afinal, ele não queria ter ido, ele não gostava e não gosta de videoke, o sucesso arrebatador foi claramente uma artimanha para estragar a noite agradável que a nossa heroína passaria.
E isso tudo me faz lembrar das palavras do poeta: Para nós, homens, é impossível ganhar uma discussão quando nós discutimos com nossas mulheres. Nós temos uma necessidade -- e como é toda necessidade, uma fraqueza -- que elas não têm. Nós temos a necessidade de fazer sentido.
The joke was on me
Como a leitora já deve ter ouvido por aí, final de semana que passou eu descobri o sentido da vida. E isso pouco importa, porque ainda assim foi um final de semana de excessos, e acaba de chegar a fatura do cartão de crédito cósmico: eu estou exatamente onde estava na semana passada -- lutando contra uma gripe que voltou porque eu não repousei o suficiente.
O. Sentido. De. TUDO.
E você não volta nem imune à gripe. Gente, é uó.
O. Sentido. De. TUDO.
E você não volta nem imune à gripe. Gente, é uó.
Prioridades
Eu descobri o sentido da vida este final de semana.
O. Sentido. De. Tudo.
E tudo o que eu consigo pensar é em criar mais um blog, só pra falar disso.
O. Sentido. De. Tudo.
E tudo o que eu consigo pensar é em criar mais um blog, só pra falar disso.
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