Ainda quinta-feira, 8 de janeiro.
(de como o herói de nossa estória se fode exemplarmente)
Pois bem, estou eu a balançar tranqüilo a cabeça e despretenciosamente a matar algumas células auditivas. Eis que minha mãe volta com o pão e diz alguma coisa, que eu, é óbvio, não entendi, pois estava de fones de ouvido. Penduro-os no pescoço e gentilmente¹ peço para que ela repita a última oração, algo que traduzo para a curiosa leitora como "que barulho de água é esse?". Bem despreocupado, eu escuto realmente algumas gotas a cair. Nada que toque o meu coração, porém. Falo a primeira coisa que vem à mente, que é provavelmente o correto -- eu quase nunca estou errado, já deve ter percebido o astuto leitor--: "Ah, deve ser o ar condicionado", e já começo a corrigir a posição dos fones. Minha mãe, entretanto, insiste em me incomodar e chamar minha atenção para um suposto barulho de água. Então eu percebo que o ar condicionado não está ligado, e mesmo se estivesse, ele não é daqueles que pinga. Aperto o botão "pause" no Media Player, concentro minha atenção no ambiente, e noto, pela primeira vez, muito mais forte e um pouco mais distante que o gotejar, um som intenso de grande quantidade de água caindo, como se o chuveiro estivesse aberto ao máximo de sua capacidade, mas com a energia elétrica desligada. Para reforçar esta impressão, o som vem do andar superior da casa.
Um pouco atordoado, um pouco curioso, sigo minha mãe escada acima. Antes não tivesse seguido, porque nada me preparou para o que viria a seguir: o corredor que leva ao meu quarto está alagado; no meu quarto, há um corte transversal no teto, através do qual massivas quantidades de água jorram, molhando minha cama, minha estante, minhas roupas de viagem a Salvador. A profundidade -- sim, a água cobriu todo o chão do aposento, para só depois se espalhar para o corredor -- varia de cinco a oito milímetros. Desesperadamente, eu corro para pegar baldes e posicioná-los exatamente embaixo das goteiras. Minha mãe corre e fecha a água da rua, mas nada acontece. Então ela se lembra que o sotão é um só, dividido com a casa geminada à nossa -- a de minha vó --, e corre para fechar o outro registro -- ali na casa vizinha. A água pára de subir, mas o efeito é o mesmo de atirar merda ao ventilador ligado e contar até mil pra desligar: o caos já havia se alastrado. Pela janela, eu vejo pequenas gotas caindo, e concluo que eram elas que pareciam gotas de ar condicionado velho.
O jeito mais simples e rápido de secar aquele oceano seria pegar um rodo e empurrar, pacientemente, até o ralo mais próximo. Óbvio, o jeito mais fácil e simples é impossível e impraticável, porque não há ralos no meu quarto, não há ralos nos quartos vizinhos ; o ralo mais próximo é no banheiro, e para chegar até ele é preciso passar pelo corredor em que a escada que liga o térreo ao primeiro andar dá -- tentar escorrer a água por ali resultaria numa belíssima cachoeira em degraus com fundo de imitação de mármore. Agradável aos olhos, filhadaputável ao coração e à casa. Qual foi a solução adotada, então? A longa, dolorosa e penosa, é claro. Caso o leitor um dia passe por situação semelhante, aqui vai a receita:
Como secar oitenta e sete litros d'água do seu quarto sem se valer de rodos e ralos.
Ingrdientes:
Um ou mais panos de chão;
Um ou mais baldes;
Uma privada.
Procedimento:
Leve o pano de chão à poça de água e deixe encharcar. Após encharcado, leve rapidamente o pano ao balde e o esprema. Repita cento e quarenta e sete vezes. Quando o balde estiver cheio de água, despeje o conteúdo na privada. Repita a operação duas mil sentecentos e trinta e oito vezes. Para aproveitar completamente a experiência, você pode olhar para os céus e pensar "mas eu fiz tudo direito dessa vez! Eu não deixei para a véspera, eu me preparei para enfrentar a minha péssima memória de curto prazo, eu fiz tudo sozinho, sem enrolar ninguém, nem a mim mesmo; então por que o castigo?"
Que merda foi essa afinal de contas, devem estar se perguntando os leitores mais curiosos. Pois bem, elucido-lhes. Há muito tempo, os chuveiros da minha casa e da casa vizinha a minha sofriam um problema de baixa pressão. Como eles ficavam muito próximos à caixa d'água, quase no mesmo nível que ela, a água vinha fraquinha, vinha broxada, demorava hoooras pra tirar o shampoo do cabelo -- às vezes era mais fácil desistir. Meu sapientíssimo pai comprou então dois sifões (um pra nossa caixa, outro pra caixa da vó) pra turbinar a potência, e o sifão serviu bem, até o dia que deu um pepino qualquer num dos canos e ele teve que subir pra arrumar (também conhecido como o dia que eu acordei com "Aperta... Solta... Aperta... Solta... Aperta... SoltAAAAAH! APERTA!APERTA!APERTA!APERTA!"), se fudeu lá em cima, ficou com raiva, jogou o sifão fora e comprou um chuveiro superturbo ultramacho paudurão. Mas o sifão da caixa da vó ficou lá, anos e anos, esquecido, aumentando a pressão do chuveiro... até que ele estourou, e quando o sifão estoura, ele estoura pra caralho. Ficou jorrando água, que ficou inundando o sótão até encontrar um ponto de alta permeabilidade, que ocorre de ser justamente um racho, até então imperceptível a olho nu, no teto do meu quarto.
Enfim, após enxugar o Atlântico com um pano de prato, fui para São Caetano, onde amigos fiéis sempre me acolhem e mantêm um colchão² à minha espera.
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1. -- Que foi, velha?
2. Infelizmente para mim, um dos moradores da república está namorando, e pegou o colchão emprestado para a namorada dormir. Eu fiquei com o sofá de madeira e almofada irregulares com grandes botões metálicos.
Voltando de férias
As férias acabam, o BBB retorna, o trabalho retorna, e com toda essa desgraça, alguma coisa boa tem que acontecer! Retorna também, para o meu, o seu, o nosso deleite, Arnoldo, a Πανάκεια do humor internético! E, para prolongar as vossas férias, caro leitor, e vos enrolar de maneira digna, conto a seguir trechos da parte mais interessante das minhas próprias férias, a saber, a semana que passei em Salvador!
Ai, credo! Os parágrafos que virão foram inspirados¹ no blog Touring-touring!
Quinta-Feira, 8 de janeiro.
Então, o segredo de uma boa viagem é o planejamento. Perceber que esqueceu de levar cuecas porque deixou pra arrumar as malas no último minuto não estava entre os meus planos, não desta vez. O avião saía no sábado dia 10, e no dia 3 eu já estava planejando com que roupa sair em cada dia daquela semana e da seguinte, tendo em mente os dias em que a roupa seria lavada, contando com possíveis atrasos devido ao mau tempo, de maneira tal que, no mais tardar, quinta-feira, dois dias antes do vôo (foda-se, novo acordo gramatical), toda a roupa a ser levada estivesse limpa e disponível para ser colocada na mala. E por mais maluco que isto possa soar (descontando-se aqueles leitores que não ouvem minha voz enquanto lêem os meus textos), funcionou tudo perfeitamente: quinta-feira eu separei toda a roupa de viagem, dispus sobre a minha cama, e coloquei junto todo o mais que seria levado e eu não usaria mais antes de viajar. Tomei o cuidado de verificar se não faltava nada; caso faltasse, ainda haveria sexta-feira para comprar/buscar/ir atrás.
Depois que eu tinha arrumado tão metodicamente meus pertences, minha mãe saiu para comprar pão, meu pai foi levar meu irmão em algum lugar, e fiquei eu em casa tomando conta² de minha vó. Enfim, zero mais zero é igual a zero. Imagine, impressionável leitora, aquela cena clássica de filme B em que gosmas assassinas invadem o planeta: um desavisado energúmeno ouve rock pesadíssimo, cujas apenas notas agudas escapam de seu fone de ouvido e palidamente se espalham pelo ambiente, apenas para que o telespectador saiba o que ele escuta. Ao mesmo tempo, em seu rosto brilha a luz azulada vinda da tela do computador, que o figurante olha com concentração tal que nem percebe que sua boca está entreaberta. A câmera então filma o teto do quarto, por onde uma massa disforme, pegajosa e gosmenta se desloca ameaçadoramente em direção ao incauto humano. Os telespectadores gritam para que ele olhe para trás, para cima, cuidado, mas é inútil; ele não os pode ouvir, e mesmo se pudesse, está com fones de ouvido. Então, algumas gotas transparente-avermelhadas da gosmenta criatura, atraídas pela gravidade, caem, atingindo-o na face ou nos óculos. Ele estranha, olha para cima e toda a criatura se precipita sobre ele, que mal tem tempo de gritar. A tela fica toda preta por alguns instantes, e o título do filme aparece. Foi quase isso que aconteceu comigo, mas eu só revelarei no próximo capítulo, porque gosto de fazer suspense, e a postagem ficará muito grande se eu continuar agora³.
___________________________________
1. Inspirados = não sabia o que fazer e descaradamente roubei o modelo de postagem. Graças a São Google o blogger permite alteração de fonte e cor da letra.
2. Por tomar conta, entenda-se: eu ouvindo música no estúdio, ela na garagem pedindo socorro aos transeuntes porque está sozinha em casa e não sabe onde colocou a chave.
3. Na verdade, é tudo jogada para aumentar a audiência. Por favor, não me faça implorar.
Ai, credo! Os parágrafos que virão foram inspirados¹ no blog Touring-touring!
Quinta-Feira, 8 de janeiro.
Então, o segredo de uma boa viagem é o planejamento. Perceber que esqueceu de levar cuecas porque deixou pra arrumar as malas no último minuto não estava entre os meus planos, não desta vez. O avião saía no sábado dia 10, e no dia 3 eu já estava planejando com que roupa sair em cada dia daquela semana e da seguinte, tendo em mente os dias em que a roupa seria lavada, contando com possíveis atrasos devido ao mau tempo, de maneira tal que, no mais tardar, quinta-feira, dois dias antes do vôo (foda-se, novo acordo gramatical), toda a roupa a ser levada estivesse limpa e disponível para ser colocada na mala. E por mais maluco que isto possa soar (descontando-se aqueles leitores que não ouvem minha voz enquanto lêem os meus textos), funcionou tudo perfeitamente: quinta-feira eu separei toda a roupa de viagem, dispus sobre a minha cama, e coloquei junto todo o mais que seria levado e eu não usaria mais antes de viajar. Tomei o cuidado de verificar se não faltava nada; caso faltasse, ainda haveria sexta-feira para comprar/buscar/ir atrás.
Depois que eu tinha arrumado tão metodicamente meus pertences, minha mãe saiu para comprar pão, meu pai foi levar meu irmão em algum lugar, e fiquei eu em casa tomando conta² de minha vó. Enfim, zero mais zero é igual a zero. Imagine, impressionável leitora, aquela cena clássica de filme B em que gosmas assassinas invadem o planeta: um desavisado energúmeno ouve rock pesadíssimo, cujas apenas notas agudas escapam de seu fone de ouvido e palidamente se espalham pelo ambiente, apenas para que o telespectador saiba o que ele escuta. Ao mesmo tempo, em seu rosto brilha a luz azulada vinda da tela do computador, que o figurante olha com concentração tal que nem percebe que sua boca está entreaberta. A câmera então filma o teto do quarto, por onde uma massa disforme, pegajosa e gosmenta se desloca ameaçadoramente em direção ao incauto humano. Os telespectadores gritam para que ele olhe para trás, para cima, cuidado, mas é inútil; ele não os pode ouvir, e mesmo se pudesse, está com fones de ouvido. Então, algumas gotas transparente-avermelhadas da gosmenta criatura, atraídas pela gravidade, caem, atingindo-o na face ou nos óculos. Ele estranha, olha para cima e toda a criatura se precipita sobre ele, que mal tem tempo de gritar. A tela fica toda preta por alguns instantes, e o título do filme aparece. Foi quase isso que aconteceu comigo, mas eu só revelarei no próximo capítulo, porque gosto de fazer suspense, e a postagem ficará muito grande se eu continuar agora³.
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1. Inspirados = não sabia o que fazer e descaradamente roubei o modelo de postagem. Graças a São Google o blogger permite alteração de fonte e cor da letra.
2. Por tomar conta, entenda-se: eu ouvindo música no estúdio, ela na garagem pedindo socorro aos transeuntes porque está sozinha em casa e não sabe onde colocou a chave.
3. Na verdade, é tudo jogada para aumentar a audiência. Por favor, não me faça implorar.
Embuído do Espírito de Natal
Hohoho! É aquela época do ano em que as promessas são renovadas, tudo fica mais festivo e as listas aparecem! Ah, as listas... Sim, leitora, faça uma visita aos blogs dos seus outros amigos, e veja em quais deles há listas e quais deles simplesmente não são atualizados com tanta freqüência assim. (e, se o leitor não tiver amigos, uma rápida distribuição de cliques nos links relacionados ali ao lado fará o papel)
Bom, como nós não queremos ficar de fora da festa, trago aqui uma lista, gentil e descaradamente roubada de Lexie Grey, personagem de Grey's Anatomy (a.k.a. Greici). Então, aproveitando a época do ano, e contribuindo para com o espírito natalino, apresento uma lista de cinco coisas sobre mim que, espero, torne um pouco mais difícil para você me odiar:
5 - Eu sei coisas.
Que coisas?, vocês se perguntarão, Não sei, só sei que eu sei, responderei. Quando eu era menor, pra espantar o tédio eu lia. E entre minhas leituras se incluiam trechos randômicos do dicionário, verbetes escolhidos ao acaso de enciclopédias e os capítulos do livro didático que não seriam estudados. (enquanto houve livro didático, eu fiz isso, na verdade. Foi assim que eu descobri, por exemplo, que a massa varia conforme a velocidade, mas a gente não nota porque se move a velocidades muito inferiores a dez por cento da velocidade da luz) Então, andar comigo é como ter um livro dos curiosos acionado por eventos inesperados soltos no caos que é o universo. E, além do mais, quando você tiver alguma dúvida sobre algo não muito usual, é uma mão na roda ter alguém como eu por perto.
4 - Eu não tenho frescura pra comer.
Juro, nenhuma. Aliás, eu tenho tão pouca frescura pra comer que estou considerando abrir uma entrada aqui no blog só para falar disso. Eu já fui vegetariano -- coisa que, atualmente, eu considero uma das maiores frescuras existentes -- e quando caí em mim, eu simplesmente percebi que nada pode ser tão ruim a ponto de você nunca querer comer, e se você não conhece, pelo menos experimente. A vantagem disso? Ora, que eu dou muito pouco trabalho, então as chances de eu ser uma visita chata caem drasticamente. E você pode me levar pra comer em qualquer lugar e pedir qualquer coisa. Nada de ficar separando as metades da pizza "A meia de brócolis tem ser junto com a meia de muçarela, porque fulaninho é vegan e se vir na mesma caixa em que de calabreza ou a de frango ele não come".
3 - Eu sou igual na internet e no resto do mundo;
Mas é muito difícil de perceber logo de cara, porque na internet o silêncio não aparece. Quando um ponto me interessa, quando eu tenho argumentos, eu sou essa mistura ultra verborrágica de Machado de Assis, Super Mario Bros e São Bernardo do Campo. Mas a maior parte do tempo, e em quase todas as conversas, eu fico quieto, observando, fazendo uma tiradinha aqui e outra ali. E, online, quando a gente está em silêncio pensando, para os outros é como se a gente não estivesse. Então, quem me conhece primeiro online e depois pessoalmente, assusta ou estranha um pouco. Mas eu sou igualzinho.
2 - Eu sou um dos melhores conselheiros ever.
Coisas do coração? Problemas com namorado? Não sabe como lidar com algo? Então venha a mim e eu lhe iluminarei. E nada daquela bobagem "mas se vocês se amam mesmo, vão superar as dificuldades... Se tem que acontecer, acontecerá". Nem uma gotinha. Não, meus conselhos podem incluir alternativas menos ortodoxas, previsões corretíssimas do que vai acontecer, cinismo e ceticismo. Segue uma mui resumida lista do que meus amigos já ouviram:
- Chifre nele;
- Sai fora enquanto é tempo, porque é maluca;
- Desconverta-se, você é inteligente demais pra ter religião;
- Pra isso servem o álcool e demais drogas;
- Xinga, manda tomar no cu, isso não é hora de ligar.
Tem muito mais, e nada disso foi em tom de brincadeira ou ironia. Eu realmente sugeri tudo isso aí em cima.
1 - Eu tenho um abraço muito gostoso.
Se nada disso adiantou, e eu ainda sou um objeto muito óbvio de se odiar, então eu convido aos leitores recolherem pessoalmente os seus abraços. Por alguns segundos, o universo faz algum sentido. Eu sou uma pessoa muito carinhosa no fim das contas: digo oi e tchau com beijos, abraços e alegria sincera, quase que indiscriminadamente a rapazes e garotas, salvo quando alguém não gosta muito de contato. Mas eu tenho um abraço, praquelas horas que só cabe um abraço... ah!, esse é mais raro, não é todo mundo que experimentou, mas quem já sentiu o gostinho, não troca por quase nada.
Basicamente é isso, amável leitor e caríssima leitora. Aí em cima falta dizer que eu amaldiçôo, mas nós sabemos que eu oprimi boa parte das minhas poucas características odiáveis. Para exercer um pouco de justiça, amaldiçôo os meus leitores a repetirem o exercício em seus blogs, fotologs, profiles e congêneres. Sim, todos vocês. Os sete, sem desculpas.
E, se o ano correr bem, ano que vem uma lista de porque todos vocês devem me presentear!
Bom, como nós não queremos ficar de fora da festa, trago aqui uma lista, gentil e descaradamente roubada de Lexie Grey, personagem de Grey's Anatomy (a.k.a. Greici). Então, aproveitando a época do ano, e contribuindo para com o espírito natalino, apresento uma lista de cinco coisas sobre mim que, espero, torne um pouco mais difícil para você me odiar:
5 - Eu sei coisas.
Que coisas?, vocês se perguntarão, Não sei, só sei que eu sei, responderei. Quando eu era menor, pra espantar o tédio eu lia. E entre minhas leituras se incluiam trechos randômicos do dicionário, verbetes escolhidos ao acaso de enciclopédias e os capítulos do livro didático que não seriam estudados. (enquanto houve livro didático, eu fiz isso, na verdade. Foi assim que eu descobri, por exemplo, que a massa varia conforme a velocidade, mas a gente não nota porque se move a velocidades muito inferiores a dez por cento da velocidade da luz) Então, andar comigo é como ter um livro dos curiosos acionado por eventos inesperados soltos no caos que é o universo. E, além do mais, quando você tiver alguma dúvida sobre algo não muito usual, é uma mão na roda ter alguém como eu por perto.
4 - Eu não tenho frescura pra comer.
Juro, nenhuma. Aliás, eu tenho tão pouca frescura pra comer que estou considerando abrir uma entrada aqui no blog só para falar disso. Eu já fui vegetariano -- coisa que, atualmente, eu considero uma das maiores frescuras existentes -- e quando caí em mim, eu simplesmente percebi que nada pode ser tão ruim a ponto de você nunca querer comer, e se você não conhece, pelo menos experimente. A vantagem disso? Ora, que eu dou muito pouco trabalho, então as chances de eu ser uma visita chata caem drasticamente. E você pode me levar pra comer em qualquer lugar e pedir qualquer coisa. Nada de ficar separando as metades da pizza "A meia de brócolis tem ser junto com a meia de muçarela, porque fulaninho é vegan e se vir na mesma caixa em que de calabreza ou a de frango ele não come".
3 - Eu sou igual na internet e no resto do mundo;
Mas é muito difícil de perceber logo de cara, porque na internet o silêncio não aparece. Quando um ponto me interessa, quando eu tenho argumentos, eu sou essa mistura ultra verborrágica de Machado de Assis, Super Mario Bros e São Bernardo do Campo. Mas a maior parte do tempo, e em quase todas as conversas, eu fico quieto, observando, fazendo uma tiradinha aqui e outra ali. E, online, quando a gente está em silêncio pensando, para os outros é como se a gente não estivesse. Então, quem me conhece primeiro online e depois pessoalmente, assusta ou estranha um pouco. Mas eu sou igualzinho.
2 - Eu sou um dos melhores conselheiros ever.
Coisas do coração? Problemas com namorado? Não sabe como lidar com algo? Então venha a mim e eu lhe iluminarei. E nada daquela bobagem "mas se vocês se amam mesmo, vão superar as dificuldades... Se tem que acontecer, acontecerá". Nem uma gotinha. Não, meus conselhos podem incluir alternativas menos ortodoxas, previsões corretíssimas do que vai acontecer, cinismo e ceticismo. Segue uma mui resumida lista do que meus amigos já ouviram:
- Chifre nele;
- Sai fora enquanto é tempo, porque é maluca;
- Desconverta-se, você é inteligente demais pra ter religião;
- Pra isso servem o álcool e demais drogas;
- Xinga, manda tomar no cu, isso não é hora de ligar.
Tem muito mais, e nada disso foi em tom de brincadeira ou ironia. Eu realmente sugeri tudo isso aí em cima.
1 - Eu tenho um abraço muito gostoso.
Se nada disso adiantou, e eu ainda sou um objeto muito óbvio de se odiar, então eu convido aos leitores recolherem pessoalmente os seus abraços. Por alguns segundos, o universo faz algum sentido. Eu sou uma pessoa muito carinhosa no fim das contas: digo oi e tchau com beijos, abraços e alegria sincera, quase que indiscriminadamente a rapazes e garotas, salvo quando alguém não gosta muito de contato. Mas eu tenho um abraço, praquelas horas que só cabe um abraço... ah!, esse é mais raro, não é todo mundo que experimentou, mas quem já sentiu o gostinho, não troca por quase nada.
Basicamente é isso, amável leitor e caríssima leitora. Aí em cima falta dizer que eu amaldiçôo, mas nós sabemos que eu oprimi boa parte das minhas poucas características odiáveis. Para exercer um pouco de justiça, amaldiçôo os meus leitores a repetirem o exercício em seus blogs, fotologs, profiles e congêneres. Sim, todos vocês. Os sete, sem desculpas.
E, se o ano correr bem, ano que vem uma lista de porque todos vocês devem me presentear!
Aconteceu com um amigo, juro
Não saberia dizer eu -- e você me conhece, leitora. Se uma coisa se pode dizer sobre mim é que eu sei. E eu sei muito, portanto, sim, é de se espantar -- sobre exatamente o que é a postagem de hoje. Poder-se-ia dizer que é sobre o esculacho geral que é a nação. Poder-se-ia, com igual acuidade, dizer que é sobre a burocracia inútil, excessiva e tragicômica. Também se poderia dizer que é só um postar sobre a rotina. Deixo que cada leitor se decida sobre o que leu, apenas relato:
Segunda que passou fui atrás de por em dia meu exame médico, em ordem de finalmente trocar minha permissão de dirigir por uma carteira permanente. Conste que acho e sempre achei ridículo: quem tem a permissão e não pratica tem 100% de chances de conseguir a habilitação; aqueles que se atrevem a praticar, e deveriam ter mais excusas de errar, justamente porque é (ou deveria ser) seu primeiro ano a dirigir, correm o risco de tomar no tobinha; é mais fácil um motorista experiente e responsável tomar um castiguinho fraco que um iniciante perder de vez a carteira e ter que recomeçar todo o processo. Enfim, nunca me interessei por dirigir, logo consegui facilmente minha licença. E para que ela fosse parar em minhas mãos, conforme dito assima, bastava atualizar meu exame médico.
A leitora, deve saber ou imaginar que eu, rato de letras que sou, deveria usar óculos. Informei isso ao dotô quando fiz o primeiro exame, tem muito tempo, e qual não foi minha surpresa quandp ele disse que melhor era mesmo passar sem me preocupar, caso um dia esquecesse eu os óculos em casa, se parado não seria importunado. Naqueles tempos, em que eu ainda me preocupava em usar óculos, achei estranhíssimo. Afinal de contas, carro pô! Como disse uma vez meu sapientíssimo amigo Diego, o ovo, uma tonelada de metal, engrenagens complicadas, líqüido explosivo guiado por um cara gritando nervoso. Coisa boa, já não é.
O leitor deve saber que, além de já não usar óculos regularmente, por conta e estupidez próprias, o autor deste relato está ficando velho. Então, quando meti os olhos nalgo que me lembrava muito uma máquina de escrever mui antiga, mas sem o mesmo charme, tudo que pude pensar foi "Agora fodeu", porque depois da terceira rodada, as letras começaram a ficar muito pequeninas. Mais que pequeninas, pequeninhas. Eu não conseguia ler!!! Para o meu espanto, o médico começou a me ajudar. "S, L, B" dizia ele, e "Podecrer! S, L, B, Q, A", continuava eu. O ponto alto da tarde foi quando um flash me quase arrancou os olhos, e um P capital, negrito, large surgiu ao apagar das luzes. Talvez eu estivesse confuso pelo flash, mas juro que eu ouvi o oculista me ajudando. Com certeza, a primeira vez que falei p não foi tão alta assim.
Por fim, amarelo, verde, vermelho, e até parabéns eu ganhei. Faltou só um pirulito e ser chamado de campeão. Imediatamente levei o resultado até a auto-escola, e sexta-feira, segunda que vem no mais tardar, serei um cidadão habilitado. Alguém aceita carona?
Segunda que passou fui atrás de por em dia meu exame médico, em ordem de finalmente trocar minha permissão de dirigir por uma carteira permanente. Conste que acho e sempre achei ridículo: quem tem a permissão e não pratica tem 100% de chances de conseguir a habilitação; aqueles que se atrevem a praticar, e deveriam ter mais excusas de errar, justamente porque é (ou deveria ser) seu primeiro ano a dirigir, correm o risco de tomar no tobinha; é mais fácil um motorista experiente e responsável tomar um castiguinho fraco que um iniciante perder de vez a carteira e ter que recomeçar todo o processo. Enfim, nunca me interessei por dirigir, logo consegui facilmente minha licença. E para que ela fosse parar em minhas mãos, conforme dito assima, bastava atualizar meu exame médico.
A leitora, deve saber ou imaginar que eu, rato de letras que sou, deveria usar óculos. Informei isso ao dotô quando fiz o primeiro exame, tem muito tempo, e qual não foi minha surpresa quandp ele disse que melhor era mesmo passar sem me preocupar, caso um dia esquecesse eu os óculos em casa, se parado não seria importunado. Naqueles tempos, em que eu ainda me preocupava em usar óculos, achei estranhíssimo. Afinal de contas, carro pô! Como disse uma vez meu sapientíssimo amigo Diego, o ovo, uma tonelada de metal, engrenagens complicadas, líqüido explosivo guiado por um cara gritando nervoso. Coisa boa, já não é.
O leitor deve saber que, além de já não usar óculos regularmente, por conta e estupidez próprias, o autor deste relato está ficando velho. Então, quando meti os olhos nalgo que me lembrava muito uma máquina de escrever mui antiga, mas sem o mesmo charme, tudo que pude pensar foi "Agora fodeu", porque depois da terceira rodada, as letras começaram a ficar muito pequeninas. Mais que pequeninas, pequeninhas. Eu não conseguia ler!!! Para o meu espanto, o médico começou a me ajudar. "S, L, B" dizia ele, e "Podecrer! S, L, B, Q, A", continuava eu. O ponto alto da tarde foi quando um flash me quase arrancou os olhos, e um P capital, negrito, large surgiu ao apagar das luzes. Talvez eu estivesse confuso pelo flash, mas juro que eu ouvi o oculista me ajudando. Com certeza, a primeira vez que falei p não foi tão alta assim.
Por fim, amarelo, verde, vermelho, e até parabéns eu ganhei. Faltou só um pirulito e ser chamado de campeão. Imediatamente levei o resultado até a auto-escola, e sexta-feira, segunda que vem no mais tardar, serei um cidadão habilitado. Alguém aceita carona?
As menores ofensas que pode sofrer um homem
Os leitores menos distraídos devem ter percebido que eu não voltava a este espaço tem algum tempo. Bom, meu dever é pedir desculpas a vocês, caros leitores, pelo fato de os privar por tão demasiado tempo de minha agradabilíssima companhia. Começou tudo com uma viagem às longínquas terras do Rio de Janeiro; local, aliás, onde ocorreram diversas aventuras dignas de nota, e que logo menos serão arnoldamente contadas a vocês -- não que eu lhes deva mais satisfações que um simples pedido de desculpas, mas considerem que hoje eu estou gentil. Enfim, divago demais, como sempre. Dirijo-me ao assunto de hoje que ganhamos todos mais. Como deve lembrar o leitor atentíssimo e a leitora ávida, havia eu prometido na postagem anterior uma lista das acusações injustas que os meus detratores -- e os há muito, Deus me perdoe -- lançam sobre mim. Bom, segue um top 6, número que não falta nem excede, mas não é o clássico, das mais interessantese. Sugiro que os leitores que também mantêm blogs pessoais repitam o exercício; eu me diverti muito fazendo o levantamento (mas, por outro lado, e coisa que meus inimigos não sabem, eu me divirto à toa), e, tudo o que eu quero para as minhas leitoras, é que elas se divirtam tanto quanto eu. Afinal, eu também espero que vocês tenham sentido tanto a minha falta quanto eu senti a sua. E ai de vocês em cujo coração faltar esta reciprocidade.

O leitor que me conhece deste e de outros carnavais sabe que eu não fujo de um bom debate, e tanto melhor quanto mais polêmico for a assunto a ser debatido. Calma desavisado leitor, esta ainda é uma lista de acusações injustas: alguns de meus oponentes, não acostumados com o confronto de idéias, geralmente porque mal sabem o que é uma idéia, conceitual e empiricamente, não percebem que enquanto houver um argumento pífio, eu resistirei. Claro, para quem não sabe o que é um argumento, eu não sou diferente de uma sirene de ambulânica. Para eles, se eu fosse uma música, meu verso principal seria "enfia essa buceta no cu".

Não mentiremos um ao outro, minha douta leitora: se minhas linhas são sexys e agradabilíssimas, muito se deve à arte da ironia, que eu manuseio relativamente bem. E, é claro, os arroubos de sarcasmo, que me permito ali e acolá. O problema, além de os meus detratores freqüentemente confundirem um e outro, é que de tão abalados pelo estilo torto da minha pena, tudo vira motivo de desconfiança, e me encontro em situação tal que, não importa o que eu diga, até informar o horário é lido como se entre os números houvesse infinitas camadas de sentido, todas além da mais superficial fazendo pouco da capacidade de entendimento do ouvinte. Esquecem-se eles que também sei fazer uso da acusação direta, e que uma de minhas frases prediletas é "mas você é um analfabeto funcional mesmo".

As duas acusações anteriores, apesar de injustas, ainda tinham um algo, mesmo que distante e retorcido, de verdadeiro. O terreno agora fica confuso, e tudo o que eu posso fazer é conjecturar. Como já atesta a sabedoria popular, largar hábitos é muito difícil, ainda mais hábitos arraigados (eu estava pensando no famoso provérbio "cão velho não aprende truque novo"). Talvez, por estar eu sempre a combater os sofismas e os nem isso (não adianta, repetição seguida de número entre colchetes não é argumento), e serem pouco criativos os meus adversários, acabo por esbarrar mais vezes contra as mesmas pessoas. Ora, tomar um pau uma vez dói demais, dois, com socos e pontapés nos mesmos lugares, só pode ser bully.

Quem sofre mais com essa acusação são as minhas amizades, visto que eu só posso sofrer com a injustiça dupla dela. Mas parece que depois que alguém começa a andar comigo, em nenhuma contenda que meu acompanhante se meta é por culpa ou mérito dele. Sou eu que torno as pessoas belicosas, sou eu que jogo amigo contra amigo, sou eu quem faz a cabeça num nível em que o Planet Hemp jamais sonhou. Cá entre nós, leitora, se meu poder de manipulação fosse mesmo tão grande, eu usaria para fins muito mais nobres (a saber, ver muito mais boobies, e nenhuma de vocês estaria a salvo).

Sim, isso que você está pensando foi a mesma coisa que eu pensei a primeira vez que aconteceu... "Hã, mas que porra é essa?". Sim, como alguém desbocado, sarcástico, perseguidor e polêmico é politicamente correto? Eu ainda estou tentando entender, mas a única conclusão que eu cheguei até agora foi o seguinte silogismo:
Premissa maior: Politicamente correto é chato;
Premissa menor: Emil é chato;
Conclusão: Emil é politicamente correto.
Enfim, pau na minha testa.

Sim, leitora versada na arte de ofender. A incapacidade de pensar em qualquer outro adjetivo é anos-luz mais ofensiva que bobalhão. Eu não estando presente, eu não devendo nem supostamente ler a ofensa, e tudo o que eu ganho é bobalhão. Mas enfim, poderia ser pior: o autor do xingamento poderia ser ele mesmo aqueles fã-boys de série de gosto bem duvidoso -- aquelas sem nem a desculpa de ter algo de inteligente pra salvar, tipo 007 -- daqueles que se fantasiam e tiram foto com arma igual a do herói na mão, e ainda usam de avatar, e bem a sério.
Posição 6 - Eu sou polêmico à toa.

O leitor que me conhece deste e de outros carnavais sabe que eu não fujo de um bom debate, e tanto melhor quanto mais polêmico for a assunto a ser debatido. Calma desavisado leitor, esta ainda é uma lista de acusações injustas: alguns de meus oponentes, não acostumados com o confronto de idéias, geralmente porque mal sabem o que é uma idéia, conceitual e empiricamente, não percebem que enquanto houver um argumento pífio, eu resistirei. Claro, para quem não sabe o que é um argumento, eu não sou diferente de uma sirene de ambulânica. Para eles, se eu fosse uma música, meu verso principal seria "enfia essa buceta no cu".
Posição 5 - Eu sou 110% sarcástico.

Não mentiremos um ao outro, minha douta leitora: se minhas linhas são sexys e agradabilíssimas, muito se deve à arte da ironia, que eu manuseio relativamente bem. E, é claro, os arroubos de sarcasmo, que me permito ali e acolá. O problema, além de os meus detratores freqüentemente confundirem um e outro, é que de tão abalados pelo estilo torto da minha pena, tudo vira motivo de desconfiança, e me encontro em situação tal que, não importa o que eu diga, até informar o horário é lido como se entre os números houvesse infinitas camadas de sentido, todas além da mais superficial fazendo pouco da capacidade de entendimento do ouvinte. Esquecem-se eles que também sei fazer uso da acusação direta, e que uma de minhas frases prediletas é "mas você é um analfabeto funcional mesmo".
Posição 4 - Eu persigo.

As duas acusações anteriores, apesar de injustas, ainda tinham um algo, mesmo que distante e retorcido, de verdadeiro. O terreno agora fica confuso, e tudo o que eu posso fazer é conjecturar. Como já atesta a sabedoria popular, largar hábitos é muito difícil, ainda mais hábitos arraigados (eu estava pensando no famoso provérbio "cão velho não aprende truque novo"). Talvez, por estar eu sempre a combater os sofismas e os nem isso (não adianta, repetição seguida de número entre colchetes não é argumento), e serem pouco criativos os meus adversários, acabo por esbarrar mais vezes contra as mesmas pessoas. Ora, tomar um pau uma vez dói demais, dois, com socos e pontapés nos mesmos lugares, só pode ser bully.
Posição 3 - Eu manipulo a mente das minhas companhias.

Quem sofre mais com essa acusação são as minhas amizades, visto que eu só posso sofrer com a injustiça dupla dela. Mas parece que depois que alguém começa a andar comigo, em nenhuma contenda que meu acompanhante se meta é por culpa ou mérito dele. Sou eu que torno as pessoas belicosas, sou eu que jogo amigo contra amigo, sou eu quem faz a cabeça num nível em que o Planet Hemp jamais sonhou. Cá entre nós, leitora, se meu poder de manipulação fosse mesmo tão grande, eu usaria para fins muito mais nobres (a saber, ver muito mais boobies, e nenhuma de vocês estaria a salvo).
Posição 2 - Eu sou politicamente correto.

Sim, isso que você está pensando foi a mesma coisa que eu pensei a primeira vez que aconteceu... "Hã, mas que porra é essa?". Sim, como alguém desbocado, sarcástico, perseguidor e polêmico é politicamente correto? Eu ainda estou tentando entender, mas a única conclusão que eu cheguei até agora foi o seguinte silogismo:
Premissa maior: Politicamente correto é chato;
Premissa menor: Emil é chato;
Conclusão: Emil é politicamente correto.
Enfim, pau na minha testa.
Posição 1 - Eu sou bobalhão.

Sim, leitora versada na arte de ofender. A incapacidade de pensar em qualquer outro adjetivo é anos-luz mais ofensiva que bobalhão. Eu não estando presente, eu não devendo nem supostamente ler a ofensa, e tudo o que eu ganho é bobalhão. Mas enfim, poderia ser pior: o autor do xingamento poderia ser ele mesmo aqueles fã-boys de série de gosto bem duvidoso -- aquelas sem nem a desculpa de ter algo de inteligente pra salvar, tipo 007 -- daqueles que se fantasiam e tiram foto com arma igual a do herói na mão, e ainda usam de avatar, e bem a sério.
Da velhice que se aproxima
Estava eu a pensar em qual seria a próxima entrada neste espaço, para o meu e o seu deleite, caro leitor, enquanto não tão tranqüilamente raspava a minha barba. Naquele momento, divagava eu livremente sobre o próximo assunto, que interessantissimamente se mantém, neste momento em que escrevo, e quem sabe no momento em que você lê, a depender de quão freqüentemente seu interesse por este espaço aflora, o próximo assunto (a saber, uma lista das vilanias de que injustamente me acusam meus orkúticos detratores), quando, buscando um ângulo mais adequado para equilibrar a iluminação adequada da área a ser barbeada, a tenacidade desejada da pele sob os pelos a serem decepados e o reflexo no espelho para que a falta de visão não resultasse em cortes desnecessários e dolorosos, devido justamente ao novo ângulo de visão, noto que acabo de ganhar mais uma característica.
Soma-se a lista de desagrados, que já incluía barriga se protuberando, cabelos nascendo no dedão da mão direita, acentuação da assimetria, gases mais freqüentes, sonoros e odorosos, unhas do pés tortas, sistema digestório facilmente desgastável e estressável, velocidade de reação menor e sono mais frqüente, pelos na orelha. Sim, cara leitora, enfeio-me a medida que envelheço, e não fosse por si só tal situação patética, envelheço em direção ao ridículo. Cabelos na orelha! Pêlos, ortografia antiga para combinar com a antigüidade que, contra minha vontade, meu corpo corre para alcançar.
Ah, nada de serenidade, nada de experiência, nada de sabedoria. Sinto-me pulando do momento logo anterior ao esplendor da juventude para a rabugice casmurra da velhice que antecede o amargo partir, sem aproveitar os sumos mais doces que a vida oferece. Enfim, passo do "ops, foi um pouco rápido, desculpe" direto para o "Meu pau não sobe mais; como que pode uma porra dessas, Bátima?"
Soma-se a lista de desagrados, que já incluía barriga se protuberando, cabelos nascendo no dedão da mão direita, acentuação da assimetria, gases mais freqüentes, sonoros e odorosos, unhas do pés tortas, sistema digestório facilmente desgastável e estressável, velocidade de reação menor e sono mais frqüente, pelos na orelha. Sim, cara leitora, enfeio-me a medida que envelheço, e não fosse por si só tal situação patética, envelheço em direção ao ridículo. Cabelos na orelha! Pêlos, ortografia antiga para combinar com a antigüidade que, contra minha vontade, meu corpo corre para alcançar.
Ah, nada de serenidade, nada de experiência, nada de sabedoria. Sinto-me pulando do momento logo anterior ao esplendor da juventude para a rabugice casmurra da velhice que antecede o amargo partir, sem aproveitar os sumos mais doces que a vida oferece. Enfim, passo do "ops, foi um pouco rápido, desculpe" direto para o "Meu pau não sobe mais; como que pode uma porra dessas, Bátima?"
Mais nerdice
Eu admito que a última entrada foi um pouco injusta, e de efetividade muito baixa, uma vez que meu público é composto muitomaismente por leitoras que por leitores, e embora jogasse alguma luz sobre prováveis parceiros que porventura minhas queridas leitoras escolhessem, não se conectava de maneira nenhuma com aquelas que não estão interessadas neste assunto no momento, seja porque não têm ou não querem namorados, seja porque não precisavam de teste pra saber o nível de nerdice dele. Mais cruelmente ainda, a postagem anterior apenas despertava algumas curiosidades mas não respondia a nenhuma, já que eu só escolhi brinquedos de menino. "Seria eu também uma nerd ou apenas cdf? Será que passei minha adolescência sendo uma coisa, quando poderia também ter sido outra?", estão se perguntando minhas ignoradas leitoras até agora.
Não sabendo ainda exatamente a quais brinquedos as meninas-nerds se dedicavam, eu escolhi um joguinho, de nome La Brute, mais novo e neutro, que pode agradar tanto mocinhos quanto mocinhas, e ajudar a revelar o seu nível de nerdice oculto. Sem mais delongas, vamos a mais uma série de testes:
Teste 1, nerdice nível 5:
O jogo é baseado em níveis de experiência -- quanto maior o nível, mais opções seu bonequinho ganha. Além disso, há três características principais: Force, Agilité e Rapidité, mais Pontos de Vida.

Interessou? Basta acessar http://sparagmos.labrute.fr e criar o seu personagem.
Teste 2, nerdice nível 4:
Tudo o que você tem a fazer, então, é colocar o seu personagem para enfrentar os personagens dos outros jogadores. Fora isso, você não precisa fazer mais nada, as lutas são geradas automaticamente. Se você gostar do jogo, basta acessar a internet uma vez por dia e em cinco minutos você resolve tudo e está livre. Perfeito pra quem ainda quer ser nerd, mas o tempo e a energia necessários precisam ser empregados naquelas coisas que atrapalham a vida, como trabalho ou estudo.

Agora interessou? http://sparagmos.labrute.fr
Teste 3, ogrice nível 4, nerdice nível 3:
Você pode ganhar habilidades e armas bem legais. Super-rapidez, pele reforçada, redinha pra fazer combo, espadas, clavas, lanças, bastão bo, e ontem eu juro! Eu vi um personagem nível 2 usar um cutelo que dá 42 de dano!
Quem sabe você consegue um: http://sparagmos.labrute.fr

Teste 4, nerdice nível 3, meninice nível 4:
OK, enquanto os bobões ficavam encantados com as armas e habilidades, você reparou no verdadeiro charme do jogo, não foi? Ele é todo em francês! E não em qualquer francês, mas em um francês fofo e com onomatopéias! E uma das graças é escolher um nome pseudo-francês pra você! Sério, já tem o Le Sartorato, o Madrouge, o Macaronn, a Joanette... Clica lá e faz o seu também!
http://sparagmos.labrute.fr
Teste 5, menince nível 5:
Se nada disso tocou o seu coração, eu só posso dizer uma coisa: olha que cachorrinho fofo!!
Enfim, leitor. Se você não sentiu a menor vontade de clicar no link nenhuma vez, nem por mera curiosidade, você não é nerd e você não é menina. Então muito provavelmente você também não está lendo este blog, porque não existe possibilidade de você ter encontrado este espaço -- você não me conhece, você não tem interesse pelos temas e é impossível que o Google o tenha trazido até aqui -- o que torna o final deste parágrafo inútil e desnecessário. Mas minha leitora há de me perdoar, pois eu precisava de uma conclusão.
Teste secreto, nerdice nível 6:
Ok, você já conhece La Brute, já sacou o que eu estou tentando fazer e ficou com um misto de raiva e inveja por não pensar nisso antes de mim. Mas ei, é melhor que trapacear e ficar criando um monte de bonequinhos que ninguém vai usar, certo? Além do mais, você me conhece bem, porque lembrou de selecionar o fim da postagem pra ver se eu não escrevi alguma coisa em branco, como eu faço às vezes. Meio paranóico, hu?
Não sabendo ainda exatamente a quais brinquedos as meninas-nerds se dedicavam, eu escolhi um joguinho, de nome La Brute, mais novo e neutro, que pode agradar tanto mocinhos quanto mocinhas, e ajudar a revelar o seu nível de nerdice oculto. Sem mais delongas, vamos a mais uma série de testes:
Teste 1, nerdice nível 5:
O jogo é baseado em níveis de experiência -- quanto maior o nível, mais opções seu bonequinho ganha. Além disso, há três características principais: Force, Agilité e Rapidité, mais Pontos de Vida.
Interessou? Basta acessar http://sparagmos.labrute.fr e criar o seu personagem.
Teste 2, nerdice nível 4:
Tudo o que você tem a fazer, então, é colocar o seu personagem para enfrentar os personagens dos outros jogadores. Fora isso, você não precisa fazer mais nada, as lutas são geradas automaticamente. Se você gostar do jogo, basta acessar a internet uma vez por dia e em cinco minutos você resolve tudo e está livre. Perfeito pra quem ainda quer ser nerd, mas o tempo e a energia necessários precisam ser empregados naquelas coisas que atrapalham a vida, como trabalho ou estudo.
Agora interessou? http://sparagmos.labrute.fr
Teste 3, ogrice nível 4, nerdice nível 3:
Você pode ganhar habilidades e armas bem legais. Super-rapidez, pele reforçada, redinha pra fazer combo, espadas, clavas, lanças, bastão bo, e ontem eu juro! Eu vi um personagem nível 2 usar um cutelo que dá 42 de dano!
Quem sabe você consegue um: http://sparagmos.labrute.fr
Teste 4, nerdice nível 3, meninice nível 4:
OK, enquanto os bobões ficavam encantados com as armas e habilidades, você reparou no verdadeiro charme do jogo, não foi? Ele é todo em francês! E não em qualquer francês, mas em um francês fofo e com onomatopéias! E uma das graças é escolher um nome pseudo-francês pra você! Sério, já tem o Le Sartorato, o Madrouge, o Macaronn, a Joanette... Clica lá e faz o seu também!
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Teste 5, menince nível 5:
Se nada disso tocou o seu coração, eu só posso dizer uma coisa: olha que cachorrinho fofo!!
Enfim, leitor. Se você não sentiu a menor vontade de clicar no link nenhuma vez, nem por mera curiosidade, você não é nerd e você não é menina. Então muito provavelmente você também não está lendo este blog, porque não existe possibilidade de você ter encontrado este espaço -- você não me conhece, você não tem interesse pelos temas e é impossível que o Google o tenha trazido até aqui -- o que torna o final deste parágrafo inútil e desnecessário. Mas minha leitora há de me perdoar, pois eu precisava de uma conclusão.
Teste secreto, nerdice nível 6:
Ok, você já conhece La Brute, já sacou o que eu estou tentando fazer e ficou com um misto de raiva e inveja por não pensar nisso antes de mim. Mas ei, é melhor que trapacear e ficar criando um monte de bonequinhos que ninguém vai usar, certo? Além do mais, você me conhece bem, porque lembrou de selecionar o fim da postagem pra ver se eu não escrevi alguma coisa em branco, como eu faço às vezes. Meio paranóico, hu?
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